sexta-feira, 11 de outubro de 2013

SANTO DO DIA

Santo Alexandre Sauli
1534-1593

11 de Outubro - Santo Alexandre Sauli

Para dar prova da própria vocação religiosa, aos 17 anos Alexandre, nascido em Milão, de nobre família genovesa, improvisou-se em pregador, subindo a um palanque de caixas de hortaliças na praça pública do mercado milanês. E, diante de um público atônito e curioso, falou de Deus e da fugacidade existente neste mundo.

Mal deixara para trás uma brilhante carreira no séquito do imperador Carlos V e se juntara aos clérigos regulares de São Paulo, conhecidos com o nome de barnabitas.

Entre outros dotes, possuía uma memória formidável. Memorizava tratados inteiros da Suma teológica, de são Tomás, e as obras dos padres da Igreja. Tinha sobretudo uma grande devoção à Virgem, à qual se havia consagrado ainda jovem com um voto particular de castidade.

Ordenado sacerdote em 1556, durante a celebração da missa foi assistido por um confrade que tinha o encargo de recordar-lhe em que ponto estava da celebração da Eucaristia — não porque tivesse facilidade de se distrair, mas sim, para trazê-lo de volta à terra, depois de frequentes arroubos e êxtases. Com apenas 33 anos foi eleito superior geral da ordem. Depois o papa são Pio V o nomeou bispo e foi consagrado por um outro santo, são Carlos Borromeu, bispo de Milão, seu discípulo e amigo, e destinado à diocese de Aleria, na Córsega.

A pobreza do lugar e a total desorganização da igreja local não o espantaram. “Aqui ao menos Deus não nos faltará”, foi seu comentário. E por 20 anos trabalhou sem poupar esforços, reformando, corrigindo, socorrendo. Muitas vezes se interpôs como pacificador nas frequentes vinganças entre famílias e entre regiões. Foi um pai solícito pelo bem material e espiritual e autêntico mestre da vida cristã.

Por sua heroica dedicação mereceu o título de “anjo tutelar, pai dos pobres, apóstolo da Córsega”. Depois Gregório XIV o destinou à sede de Pávia. Morreu pouco depois em Caloso d’Asti. Foi canonizado em 1904.

LITURGIA DIARIA

1ª Leitura - Jl 1,13-15; 2,1-2
Está chegando o dia do Senhor.
É um dia de escuridão fechada.
Leitura da Profecia de Joel 1,13-15; 2,1-2
13Ponde as vestes e chorai, sacerdotes, 
gemei, ministros do altar. 
Entrai no templo, deitai-vos em sacos, 
ministros de Deus; 
a casa de vosso Deus está vazia 
de oblações e libações. 
14Prescrevei o jejum sagrado, 
convocai a assembléia, 
congregai os anciãos 
e toda a gente do povo 
na casa do Senhor, vosso Deus, 
e clamai ao Senhor: 
15'Ai de nós neste dia! 
O dia do Senhor está às portas, 
está chegando com a força devastadora da tempestade. 
2,1Tocai trombeta em Sião, 
gritai alerta em meu santo monte; 
tremam os habitantes da terra, 
que está chegando o dia do Senhor, 
ele está às portas. 
2É um dia de escuridão fechada, 
dia de nuvens e remoinhos; 
como aurora espraiada nos montes, 
assim é um povo numeroso e forte, 
tal como jamais se viu algum outro 
nem jamais se verá, 
até aos anos de gerações futuras. 
Palavra do Senhor. 
Salmo - Sl 9,2-3. 6.16. 8-9 (R. 9a)
R. O Senhor há de julgar o mundo inteiro com justiça

2Senhor, de coração vos darei graças, * 
as vossas maravilhas cantarei! 
3Em vós exultarei de alegria, * 
cantarei ao vosso nome, Deus Altíssimo!R.
6Repreendestes as nações, e os maus perdestes, * 
apagastes o seu nome para sempre. 
16Os maus caíram no buraco que cavaram, * 
nos próprios laços foram presos os seus pés.R


.

Evangelho - Lc 11,15-26
Se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios,
então chegou para vós o Reino de Deus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,15-26
Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio: 
15Mas alguns disseram: 
'É por Belzebu, o príncipe dos demônios, 
que ele expulsa os demônios.' 
16Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 
17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: 
'Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; 
e cairá uma casa por cima da outra. 
18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, 
como poderá sobreviver o seu reino? 
Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 
19Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, 
vossos filhos os expulsam por meio de quem? 
Por isso, eles mesmos seróo vossos juízes. 
20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, 
então chegou para vós o Reino de Deus. 
21Quando um homem forte e bem armado 
guarda a própria casa, 
seus bens estão seguros. 
22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, 
vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, 
e reparte o que roubou. 
23Quem não está comigo, está contra mim. 
E quem não recolhe comigo, dispersa. 
24Quando o espírito mau sai de um homem, 
fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; 
não o encontrando, ele diz: 
'Vou voltar para minha casa de onde saí'. 
25Quando ele chega, encontra a casa varrida e arrumada. 
26Então ele vai, e traz consigo 
outros sete espíritos piores do que ele. 
E, entrando, instalam-se aí. 
No fim, esse homem fica em condição pior do que antes.' 
Palavra da Salvação. 



8Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, * 
preparou o tribunal do julgamento; 
9julgará o mundo inteiro com justiça, * 
e as nações há de julgar com eqüidade.R.









quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SANTO DO DIA

São Francisco Borja (ou Bórgia)
1510-1572

10 de Outubro - São Francisco Borja (ou Bórgia)

Típico exemplo da nobreza espanhola, gentil e refinado, generoso e empreendedor, Francisco de Borja, bisneto do papa Alexandre VI e de Fernando II de Aragão, resume em seus 62 anos de vida o contraditório mundo quinhentista — luzes e sombras de onde emergem figuras de grandes santos, numa época de violentas contestações também no campo religioso.

Primogênito de João de Borja, duque de Gandia (Valência), Francisco formou-se na corte de Carlos V, que o adornou do título de marquês aos 20 anos. No ano anterior havia-se casado: um casamento feliz, alegrado por oito filhos em dez anos.

Da prematura morte da mulher e imperatriz, Francisco deduziu o sentido da caducidade de tudo e decidiu dedicar-se ao serviço de um Senhor “que nunca pudesse morrer”. Exerceu por quatro anos o cargo de governador da Catalunha, embora secretamente votado à vida religiosa. A alta posição que ocupava permitiu-lhe nesse tempo estabelecer os filhos.

O encontro com o jesuíta Pedro Fabro foi determinante. Em 1546 fechou definitivamente a porta às honras mundanas e, demitindo-se dos altos cargos, depois de haver feito os exercícios espirituais, emitiu voto de castidade, empenhando-se com outro voto a ingressar na Companhia de Jesus. E o fez, de modo efetivo, em 1548 e, oficialmente, dois anos depois.

Nesse meio-tempo renunciara ao ducado de Gandia. Em Roma foi acolhido pelo próprio santo Inácio de Loyola, e a 26 de maio de 1551 celebrou a primeira missa.

As honrarias — que o haviam perseguido desde a juventude na corte da Espanha — continuaram a persegui-lo também na vida religiosa, a tal ponto que Francisco se apressou em emitir todos os votos da Companhia de Jesus, dos quais um veta a aceitação de dignidades eclesiásticas.

Apenas soube que o imperador Carlos V propusera seu nome ao papa para a púrpura cardinalícia. Mas não pôde subtrair-se, em 1555, à eleição ao mais alto cargo no seio da companhia, cujo capítulo o elegeu geral. Francisco exerceu esse cargo até a morte, que o colheu em Ferrara. Foi canonizado em 1671.

LITURGIA DIARIA

27ªSemana Comum – Quinta-feira 10/10/13

Primeira Leitura (Ml 3,13-20a)

Leitura da Profecia de Malaquias.
13“Vossas palavras são duras contra mim, diz o Senhor, e ainda perguntais: 14‘Que dissemos contra ti?’ Vós estais dizendo: ‘É coisa inútil servir a Deus; que vantagem tivemos em observar seus preceitos e em levar uma vida severa na presença do Senhor dos exércitos?
15Portanto, hoje os felizardos são os soberbos, pois consolidaram-se, praticando o mal, e, mesmo provocando a Deus, estão impunes’.
16Vieram, entretanto, a falar uns com os outros, os tementes a Deus. O Senhor prestou atenção e ouviu-os; em sua presença foi escrito um livro de feitos notáveis, aberto aos que temem o Senhor e têm seu nome no pensamento.
17Serão para mim o tesouro, diz o Senhor dos exércitos, para o dia que eu me reservar; hei de favorecê-los, como o pai ao filho que o serve. 18De novo vereis a distância que há entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve.
19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20aPara vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas asas”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 1)

— É feliz quem a Deus se confia!
— É feliz quem a Deus se confia!
— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

Evangelho (Lc 11,5-13)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá.
11Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra?12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

SANTO DO DIA

São João Leonardo
1550-1609

09 de Outubro - São João Leonardo

O fundador do Instituto dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus e da Congregação De Propaganda Fide foi inexplicavelmente recusado pela ordem franciscana. Ou melhor, foi uma providencial recusa, pois que este luquês, filho de Tiago e Joana Lippi — aprendiz de farmácia e estudante por conta própria, refugiado em Roma durante alguns anos, depois da ordenação sacerdotal —, teve ocasião de travar amizade com dois grandes santos: Filipe Néri e José Calasanz, e de fazer-se apreciar pelo papa, que lhe confiou delicadas missões. No desempenho destas, suas qualidades de homem prudente e caritativo eram as mais indicadas para que ele servisse de mediador e restabelecesse a disciplina em antigos conventos onde se infiltrara o espírito alegre e gozador da vida do Renascimento.

Na juventude, João Leonardo, embora longe de casa e dos olhos vigilantes dos pais, estudante de medicina em Lucca, não se perdeu atrás de alegres companhias estudantis, mas, sob a guia do frade dominicano Bernardini, recolheu em torno de si alguns companheiros. Com estes, dedicou-se ao voluntariado para a assistência aos idosos abandonados e aos peregrinos.

Ordenado sacerdote, foi-lhe confiada a igreja de São João della Magione, onde pôs em prática um de seus audaciosos projetos, instituindo uma escola para o ensino da religião — primeiro núcleo da Congregação dos Clérigos Regulares, com sede junto à igreja de Santa Maria da Rosa.

O instituto foi aprovado em 1593, embora, como ficou dito, ele tivesse sido levado a afastar-se de Lucca por causa das manifestações de incompreensão (não raras na vida dos santos).

Em Roma, impelido pelo espírito missionário, excogitou e programou com o espanhol Vives uma congregação de sacerdotes que desenvolvessem seu apostolado entre os infiéis. Nascia assim a Congregação De Propaganda Fide, de Roma, destinada a influir profundamente na história missionária da Igreja universal.

João morreu em Roma a 8 de outubro; beatificado em 1861, foi inscrito no elenco dos santos em 17 de abril de 1938.

LITURGIA DIARIA

27º Semana Comum – Quarta-feira 09/10/13

Primeira Leitura (Jn 4,1-11)

Leitura da Profecia de Jonas.
1Este desfecho causou em Jonas profunda mágoa e irritação; 2orou então ao Senhor, dizendo: “Peço-te me ouças, Senhor: não era isto que eu receava, quando ainda estava em minha terra? Por isso, antecipei-me, fugindo para Társis. Sabia que és um Senhor benigno e misericordioso, paciente e cheio de bondade, e que facilmente perdoas a punição. 3E agora, Senhor, peço que me tires a minha vida, para mim é melhor morrer do que viver”.
4Disse o Senhor: “Achas que tens boas razões para irar-te?” 5Jonas saiu da cidade e estabeleceu-se na parte oriental e ali fez para si uma cabana, onde repousava à sombra, a ver o que ia acontecer à cidade.
6O Senhor fez nascer uma hera, que cresceu sobre a cabana, para dar sombra à cabeça de Jonas e abrandar seu aborrecimento. E Jonas alegrou-se grandemente por causa da hera. 7Mas, ao raiar do dia seguinte, Deus determinou que um verme atacasse a hera e ela secou.
8Quando o sol se levantou, mandou Deus do oriente um vento quente; e o sol bateu forte sobre a cabeça de Jonas, que se sentiu desfalecer; teve vontade de morrer, e disse: “Para mim é melhor morrer do que viver”. 9Disse Deus a Jonas: “Achas que tens boas razões para irar-te por esta hera?”
“Sim”, respondeu ele, “tenho razão até para morrer de raiva”. 10O Senhor replicou-lhe: “Tu sofres por causa desta planta, que não te custou trabalho e não fizeste crescer, que nasceu numa noite e na outra morreu. 11E eu não haveria de salvar esta grande cidade de Nínive, em que vivem cento e vinte mil seres humanos, que não sabem distinguir a mão direita da esquerda, e um grande número de animais?”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 85)

— Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.
— Ó Senhor, sois amor, paciência e perdão.
— Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma.
— Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!
— As nações que criastes virão adorar e louvar vosso nome. Sois tão grande e fazeis maravilhas: vós somente sois Deus e Senhor!

Evangelho (Lc 11,1-4)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

1Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. 2Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. 3Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, 4e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

SANTO DO DIA

Santa Pelágia Penitente
Século IV

08 de Outubro - Santa Pelágia Penitente

São duas as santas com este nome — ou quatro, segundo o Martirológio romano. Mas se trata de um desdobramento.

A primeira é uma jovem mártir de Antioquia, que se jogou da janela para evitar a perda da virgindade. E são João Crisóstomo louva sua coragem, dando origem a intermináveis discussões.
O mesmo santo bispo narra as vicissitudes de uma célebre atriz, belíssima tanto quanto dissoluta, que depois da conversão levou vida austera de penitência. Mas não diz seu nome.
Assim, um autor desconhecido, que se nomeia Tiago, julgou bom dar-lhe o nome de Pelágia e escrever um longo relato sobre sua história.

Ao chegar a Antioquia junto com uma companhia de comediantes, a mulher provocou logo escândalo em razão de “costumes vulgares”, virando a cabeça de vários homens, até do irmão do imperador. Mas há mais. Conseguiu distrair o próprio bispo Nono: o bom velho se pôs a olhá-la enquanto se dirigia em procissão para o sínodo. 

Desta leviandade o bispo extraiu um útil assunto para seu sermão: se uma mulher se embeleza desse modo para agradar a um simples mortal, como deveremos nós adornar nossa alma destinada às místicas núpcias com Deus? E com a oração e a boa palavra conseguiu realmente recolocar no redil aquela bela criatura. 

Pelágia mudou de vida, recebeu o batismo e se retirou para viver como eremita em uma cela escavada junto ao monte das Oliveiras.

O pseudo-Tiago acrescenta que a mulher, para não ser objeto de desejos, travestiu-se de homem e viveu longamente em penitência, purificando-se assim dos passados desregramentos.