terça-feira, 9 de junho de 2015

LITURGIA DIARIA

São José de Anchieta - Terça-feira 09/06/2015

Primeira Leitura (2Cor 1,18-22)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.
Irmãos, 18eu vos asseguro, pela fidelidade de Deus: O ensinamento que vos transmitimos não é “sim e não”.19Pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós – a saber: eu, Silvano e Timóteo – pregamos entre vós, nunca foi “sim-e-não”, mas somente “sim”.
20Com efeito, é nele que todas as promessas de Deus têm o seu sim garantido. Por isso também, é por ele que dizemos “amém” a Deus, para a sua glória.
21É Deus que nos confirma, a nós e a vós, em nossa adesão a Cristo, como também é Deus que nos ungiu.22Foi ele que nos marcou com o seu selo e nos adiantou como sinal o Espírito derramado em nossos corações.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Responsório (Sl 118,129-135)

— Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo!
— Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo!

— Maravilhosos são os vossos testemunhos, eis por que meu coração os observa!
— Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina, ela dá sabedoria aos pequeninos.
— Abro a boca e aspiro largamente, pois estou ávido de vossos mandamentos.
— Senhor, voltai-vos para mim, tende piedade, como fazeis para os que amam vosso nome!
— Conforme a vossa lei firmai meus passos, para que não domine em mim a iniquidade!
— Libertai-me da opressão e da calúnia, para que eu possa observar vossos preceitos!
— Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo, e ensinai-me vossas leis e mandamentos!
Evangelho (Mt 5,13-16)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 13”Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.
14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

SANTO DO DIA

São Medardo bispo (470-560)

08 de Junho - São Medardo

Um santo, muito popular na França, nasceu na região de Saint-Quentin, de uma nobre família; o pai era de estirpe franca e a mãe, descendente dos colonizadores romanos.
A vida de são Medardo, antes e depois da ordenação episcopal, é rica de saborosas anedotas que, depuradas da lenda, oferecem-nos um homem tolerante para com as fraquezas humanas, generoso no dar e arguto nas respostas. De seu desapego dos bens materiais fazem fé alguns episódios que ainda hoje se contam para suprir o vazio de notí-
cias históricas.
Um ladrão, ao entrar em sua vinha, encheu o cesto de uvas, mas não conseguiu encontrar o caminho de saída. O santo a indicou, enchendo o cesto com outra fruta. Um ladrão mais audaz roubou-lhe um dia a vaca, mas o chocalho, apesar de envolvido em trapos, se pôs a tocar. Medardo, acorrendo, fez silenciar o toque e deixou ir embora o ladrão com o produto do roubo. As abelhas, vendo-se despojadas de seu mel, revoltaram-se e o atacaram. Medardo ordenou-lhes que voltassem quietas à colméia.
O santo era discípulo do grande bispo Remígio, que o ordenou bispo de Vermand, nos arredores de Saint-Quentin. Quando a sede episcopal foi destruída, na passagem dos bárbaros em direção à Espanha, Medardo transferiu-se para Noyon. De seu episcopado conhecemos bem pouco, e esse pouco é extraído da vida de santa Radegunda. 
A rainha havia fugido de casa, abandonando o marido, o rei Clotário, culpado de ter assassinado o próprio irmão. A santa pediu para ser acolhida num mosteiro, para consagrar-se a Deus. Medardo deu-lhe hospitalidade e, depois de haver refletido muito sobre o difícil problema canônico, impôs-lhe o véu, conferindo-lhe a ordenação diaconal. À morte do santo bispo, o rei Clotário, reconhecido, mandou sepultá-lo em Soissons, capital do próprio reino, num rico túmulo. Sobre este, o sucessor de Clotário, pouco depois, edificou a célebre basílica e o mosteiro que levam o nome do santo bispo.

LITURGIA DIARIA

10ª Semana Comum - Segunda-feira 08/06/2015

Primeira Leitura (2Cor 1,1-7)

Início da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.
1Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus e o irmão Timóteo, à Igreja de Deus que está em Corinto e a todos os santos que se encontram em toda a Acaia: 2para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
3Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.4Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição.
5Pois, à medida que os sofrimentos de Cristo crescem para nós, cresce também a nossa consolação por Cristo.6Se estamos em aflições, é para a vossa consolação e salvação; se somos consolados, é para a vossa consolação. E essa consolação sustenta a vossa paciência em meio aos mesmos sofrimentos que nós também padecemos.
7E a nossa esperança a vosso respeito é firme, pois sabemos que, assim como participais dos nossos sofrimentos, participais também da nossa consolação.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 33)

— Provai e vede quão suave é o Senhor!
— Provai e vede quão suave é o Senhor!

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.
— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.
— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
Evangelho (Mt 5,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim.
12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vós.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sábado, 6 de junho de 2015

SANTO DO DIA

São Marcelino Champagnat
1789-1840
Fundou a congregação
dos Irmãos Maristas

06 de Junho - São Marcelino Champagnat

Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos. O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus.

Na infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. Ele preferiu não freqüentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. E assim o fez até os quatorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação religiosa.

Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade, foi admitido no seminário de Verrièrres. Porém, a partir daí, dedicou-se aos estudos enfrentando muitas dificuldades. Aos vinte e sete anos, em 1816, recebeu o diploma e foi ordenado sacerdote no seminário de Lion.

Talvez por influência da sua dura infância, mas movido pelo Espírito Santo, acabou se dedicando aos problemas e à situação de abandono por que passavam os jovens de sua época, no campo da religião e dos estudos. Marcelino rezou e meditou em busca de uma resposta a esses problemas que antecederam e anunciavam a Revolução Francesa.

Numa visita a um rapaz doente, descobriu que este, além de analfabeto, nada sabia sobre Deus e sobre religião. Sua alma estava angustiada com tantas vidas sem sentido e sem guia vagando sem rumo. Foi então que liderou um grupo de jovens para a educação da juventude. Nascia, então, a futura Congregação dos Irmãos Maristas, também chamada de Família Marista, uma Ordem Terceira que leva o nome de Maria e sua proteção.

Sua obra tomou tanto vulto que Marcelino acabou por desligar-se de suas atividades paroquiais, para dedicar-se, completamente, a essa missão apostólica. Determinou que os membros da Congregação não deveriam ser sacerdotes, mas simples irmãos leigos, a fim de assumirem a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e adultos, nas escolas paroquiais.

Ainda vivo, Marcelino teve a graça de ver sua Família Marista crescendo, dando frutos e sendo bem aceita em todos os países aonde chegaram. Ainda hoje, temos como referência a criteriosa e moderna educação marista presente nas melhores escolas do mundo.

Marcelino Champagnat morreu aos cinqüenta e um anos, em 6 de junho de 1840. Foi beatificado em 1955 e proclamado santo pelo papa João Paulo II em 1999. Ele é considerado o "Santo da Escola" e um grande precursor dos modernos métodos pedagógicos, que excluem todo tipo de castigo no educando.

LITURGIA DIARIA

9ª Semana Comum - Sábado 06/06/2015

Primeira Leitura (Tb 12,1.5-15.20)

Leitura do Livro de Tobias.
Naqueles dias, 1Tobit chamou Tobias, seu filho, e disse-lhe: “Filho, paguemos o salário ao homem que viajou contigo, acrescentando uma gratificação”. 5Tobias chamou, pois, o anjo e disse-lhe: “Recebe como salário a metade de tudo o que trouxeste ao voltar, e vai em paz”. 6Então Rafael chamou os dois à parte e disse-lhes: “Bendizei a Deus e dai-lhe graças, diante de todos os viventes, pelos benefícios que vos concedeu. Bendizei e cantai o seu nome. Manifestai a todos os homens as obras de Deus, como é justo, e não hesiteis em expressar-lhe o vosso reconhecimento. 7Se é bom guardar o segredo do rei, é justo revelar e publicar as obras de Deus. Fazei o bem, e o mal não vos atingirá. 8É valiosa a oração com o jejum, e a esmola com justiça, do que muito com iniquidade. Melhor é dar esmolas, do que acumular tesouros. 9A esmola livra da morte e purifica de todo pecado. Os que dão esmola serão saciados de vida. 10Aqueles, porém, que cometem o pecado e a injustiça, são inimigos de si mesmos. 11E agora vos manifestarei toda a verdade, sem vos ocultar coisa alguma. Já vos declarei e disse: “É bom guardar o segredo do rei, mas as obras de Deus devem ser reveladas, com a glória devida”. 12Pois bem, quando tu e Sara fazíeis oração, eu apresentava o memorial da vossa prece diante da glória do Senhor. E fazia o mesmo quando tu, Tobit, enterravas os mortos. 13Quando não hesitaste em levantar-te da mesa, deixando a refeição e saindo para sepultar um morto, fui enviado a ti para te pôr à prova. 14Mas Deus enviou-me, também, para te curar a ti e a Sara, tua nora. 15Eu sou Rafael, um dos sete anjos que permanecem diante da glória do Senhor e têm acesso à sua presença”. 20Agora, bendizei o Senhor sobre a terra e dai graças a Deus. Eis que subo para junto de quem me enviou. Escrevi tudo o que vos aconteceu”. E o anjo desapareceu.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Responsório (Tb 13,2.6.7.8)

— Bendito seja Deus, que vive eternamente!
— Bendito seja Deus, que vive eternamente!

— Porque vós castigais e salvais, fazeis descer aos abismos da terra, e de lá nos trazeis novamente: de vossa mão nada pode escapar.
— Compreendei o que fez para nós, dai-lhe graças, com todo o respeito! Vossas obras celebrem a Deus e exaltem o Rei sempiterno!
— Eu desejo, de toda a minha’alma alegrar-me em Deus, Rei dos céus.
— Bendizei o Senhor, seus eleitos, fazei festa e alegres louvai-o!

Evangelho (Mc 12,38-44)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38Jesus dizia, no seu ensinamento, à multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. 41Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

SANTO DO DIA

São Bonifácio, bispo e mártir
672/673-754

05 de Junho - São Bonifácio

A esse infatigável missionário inglês atribui-se o mérito de haver tornado possível, com a evangelização dos povos germânicos de além Reno, a organização política e social européia, concretizada pouco depois por Carlos Magno.
Vinfrido, que receberá o nome do mártir Bonifácio em 719, quando o papa Gregório II lhe confiar a missão entre as populações germânicas, nasceu em Crediton, no Devon. Aos cinco anos ingressou no mosteiro beneditino de Exter. 
Ordenado sacerdote em Winchester, seguindo o exemplo dos monges ingleses e irlandeses, dirigiu-se ao continente impelido pelo desejo de levar o Evangelho às populações pagãs da Europa central. As circunstâncias não lhe foram favoráveis. Voltou dois anos depois, munido desta vez da aprovação e do mandato do papa, que lhe entregou uma carta de recomendação endereçada ao poderoso Carlos Martel, rei dos francos.
Bonifácio trabalhou por um par de anos ao lado de Vilibrordo, outro célebre missionário, visitando a Baviera, a Turíngia e a Frísia, e batizando milhares de pagãos. O papa Gregório II apreciou a obra do dinâmico missionário e o convocou a Roma, nomeando-o em 722 bispo de toda a Germânia transrenana. De 724 a 731, Bonifácio dedicou-se à evangelização da Saxônia, cujas populações eram inteiramente pagãs. Nessa difusão foi coadjuvado por missionários ingleses e irlandeses que ele deixava depois para continuar a obra nas várias missões.
Os sacerdotes adaptavam-se a fazer de tudo um pouco: professores, carpinteiros, enfermeiros. Alguns foram postos à frente de mosteiros fundados pelo santo bispo, agora arcebispo de Mogúncia, depois que o novo papa Gregório III lhe enviou de Roma o pálio com autoridade de ordenar outros bispos nos territórios evangelizados.
Em 753 elegeu seu fiel discípulo Lul para coadjutor na sede de Mogúncia, e partiu para a última missão na Frísia. Desceu com algumas embarcações ao longo do Reno e se dirigiu a Dokkum, onde se haviam reunido numerosos neófitos para a crisma no dia de Pentecostes. Durante a celebração de 5 de junho, uma turba de frisões, armados de espada, irrompeu no acampamento. Bonifácio tomou como escudo o evangeliário, mas um golpe de espada talhou em dois o livro e fendeu a cabeça do infatigável ancião. O bispo Lul transportou seu corpo para o mosteiro fundado pelo santo em Fulda, centro propulsor da espiritualidade e da cultura religiosa da Germânia.