terça-feira, 17 de junho de 2014

LITURGIA DIARIA

11ª Semana Comum – Terça-feira 17/06/2014

Primeira Leitura (1Rs 21,17-29)

Leitura do Primeiro Livro dos Reis.
Após a morte de Nabot, 17a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 18“Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. 19Isto lhe dirás: ‘Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas!’ E acrescentarás: ‘Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’”.
20Acab disse a Elias: “Afinal encontraste-me, ó meu inimigo?” Elias respondeu: “Sim, eu te encontrei. Porque te vendeste para fazer o que desagrada ao Senhor, 21farei cair sobre ti a desgraça: varrerei a tua descendência, exterminando todos os homens da casa de Acab, escravos ou livres em Israel. 22Farei com a tua família como fiz com as famílias de Jeroboão, filho de Nabat, e de Baasa, filho de Aías, porque provocaste a minha ira e fizeste Israel pecar.
23Também a respeito de Je­zabel o Senhor pronunciou uma sentença: ‘Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael. 24Os da família de Acab, que morrerem na cidade, serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo, serão comidos pelas aves do céu’”. 25Não houve ninguém que se tenha vendido como Acab, para fazer o que desagrada ao Senhor, porque a isto o incitava sua mulher Jezabel. 26Portou-se de modo abominável, seguindo os ídolos dos amorreus que o Senhor tinha expulsado diante dos filhos de Israel.
27Quando Acab ouviu estas palavras, rasgou as vestes, pôs um cilício sobre a pele e jejuou. Dormia envolto num pano de penitência e andava abatido. 28Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 29“Viste como Acab se humilhou diante de mim? Já que ele assim procedeu, não o castigarei durante a sua vida, mas nos dias de seu filho enviarei a desgraça sobre a sua família”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Responsório (Sl 50)

— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
— Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
— Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça!
Evangelho (Mt 5,43-48)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Vós ouvis­tes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’45Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre os justos e injustos.
46Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47E se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

SANTO DO DIA


Santos Julita e Ciro
+304

16 de Junho - Santos Julita e Ciro

Julita vivia na cidade de Icônio, na Licaônia, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro, mas também atendia pelo diminutivo Ciríaco ou Quiríaco. Tinha três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.

Julita, levando o filhinho Ciro e algumas servidoras, fugiu para a Selêucia e, em seguida, para Tarso, mas ali acabou presa. O governador local, um cruel romano chamado Alexandre, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais para sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito de que renegasse a fé em Cristo.

Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: "Também sou cristão! Também sou cristão!" Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé, empurrou Ciro violentamente, fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando-lhe, assim, o crânio.

Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutamente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304.

Os corpos foram recolhidos por uma de suas fiéis servidoras e sepultados num túmulo que foi mantido oculto até que as perseguições cessassem. Quando isso aconteceu, poucos anos depois, o bispo de Icônio, Teodoro, resolveu, com a ajuda de testemunhas da época e documentos legítimos, reconstruir fielmente a dramática história de Julita e Ciro. E foi assim, pleno de autenticidade, que este culto chegou aos nossos dias.

Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos santos mártires inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém . Por isso é considerado o santo padroeiro das crianças que sofrem de maus-tratos. A festa de santa Julita e de são Ciro é celebrada pela Igreja no dia 16 de junho, em todo o mundo católico.

LITURGIA DIARIA

11ª Semana Comum – Segunda-feira 16/06/2014

Primeira Leitura (1Rs 21,1-16)
Leitura do Primeiro Livro dos Reis.
Naquele tempo, 1Nabot de Jezrael possuía uma vinha em Jezrael, ao lado do palácio de Acab, rei de Samaria.2Acab falou a Nabot: “Cede-me a tua vinha, para que eu a transforme numa horta, pois está perto da minha casa. Em troca eu te darei uma vinha melhor, ou, se preferires, pagarei em dinheiro o seu valor”.
3Mas Nabot respondeu a Acab: “O Senhor me livre de te ceder a herança de meus pais”. 4Acab voltou para casa aborrecido e irritado por causa desta resposta que lhe deu Nabot de Jezrael: “Não te cederei a herança de meus pais”. Deitou-se na cama, com o rosto voltado para a parede, e não quis comer nada.
5Sua mulher Jezabel aproximou-se dele e disse-lhe: “Por que estás triste e não queres comer?” 6Ele respondeu: “Porque eu conversei com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder a sua vinha pelo seu preço em dinheiro, ou, se preferisse, eu lhe daria em troca outra vinha. Mas ele respondeu que não me cede a vinha”.
7Então sua mulher Jezabel disse-lhe: “Bela figura de rei de Israel estás fazendo! Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor, pois eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael”.
8Ela escreveu então cartas em nome de Acab, selou-as com o selo real, e enviou-as aos anciãos e nobres da cidade de Nabot. 9Nas cartas estava escrito o seguinte: “Proclamai um jejum e fazei Nabot sentar-se entre os primeiros do povo, 10e subornai dois homens perversos contra ele, que deem este testemunho: ‘Tu amaldiçoaste a Deus e ao rei!’ Levai-o depois para fora e ape­drejai-o até que morra”.
11Os homens da cidade, an­ciãos e nobres concidadãos de Nabot, fizeram conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito nas cartas que lhes tinha enviado. 12Proclamaram um jejum e fizeram Nabot sentar-se entre os primeiros do povo. 13Chegaram os dois homens perversos, sentaram-se diante dele e testemunharam contra Nabot diante de toda a assembleia, dizendo: “Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei”. Em virtude disto, levaram-no para fora da cidade e mataram-no a pedradas.
14Depois mandaram a notícia a Jezabel: “Nabot foi apedrejado e morto”. 15Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel disse a Acab: “Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael não te quis ceder por seu preço em dinheiro; pois Nabot já não vive; está morto”. 16Quando Acab soube que Nabot estava morto, levantou-se para descer até a vinha de Nabot de Jezrael e dela tomar posse.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Responsório (Sl 5)
— Atendei o meu gemido, ó Senhor!
— Atendei o meu gemido, ó Senhor!
— Escutai, ó Senhor Deus, minhas palavras, atendei o meu gemido! Ficai atento ao clamor da minha prece, ó meu Rei e meu Senhor!
— Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mal morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.
— Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.
Evangelho (Mt 5,38-42)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38“Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’39Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sábado, 14 de junho de 2014

SANTO DO DIA

Bem-aventurada Nhá Chica

14 de Junho - Bem-aventurada Nhá-Chica

Dia 14 de junho celebramos a bem-aventurada Nhá Chica


Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, é a primeira bem-aventurada negra do Brasil. Leiga, ela não pertencia a nenhuma ordem religiosa. Analfabeta, não lia a Bíblia, mas aplicava no dia a dia o amor ao próximo e a caridade, o que a fez ser conhecida como "Mãe dos Pobres". 

Nhá Chica nasceu em São João Del Rei (MG) mas viveu a maior parte da sua vida em Baependi (MG), onde morreu no dia 14 de junho de 1895. Desde então, os relatos de cura por intercessão de Nhá Chica são vários.

O milagre
O processo de beatificação começou em 1993, mas foi em 1995 que o processo ganhou um capítulo decisivo. Em julho daquele ano, a professora Ana Lúcia Leite descobriu que tinha um problema congênito no coração. Na véspera de fazer uma cirurgia, ela sentiu uma forte febre e exames posteriores revelaram que o problema havia desaparecido. Ana Lúcia havia rezado a Nhá Chica e considera que foi curada por intermédio dela.

Venerável
Em 1998, o provável milagre foi enviado ao Vaticano. Em janeiro de 2011, o Papa Bento XVI aprovou as virtudes heróicas da religiosa e designou o título de Venerável a Nhá Chica. Em outubro do mesmo ano, a comissão médica da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano aprovou o milagre atribuído a Nhá Chica, concordando que a cura não tem explicação científica. A comissão de cardeais do Vaticano atestou o milagre em junho de 2012 e no mesmo mês, o Papa Bento XVI assinou o decreto de beatificação de Nhá Chica.

Beatificação
Em 30 de abril de 2004, os bispos brasileiros reunidos na 42ª Assembleia Geral de Bispos do Brasil (CNBB) assinaram um documento pedindo pela beatificação de Nhá Chica. O documento que reuniu 204 assinaturas de Bispos de 25 estados brasileiros foi encaminhado pela Diocese de Campanha ao então Papa João Paulo II.

No dia 8 de junho de 2010, no Vaticano, deram parecer favorável às Virtudes da Serva de Deus Nhá Chica, e no dia 14 de janeiro de 2011, Papa Bento XVI aprovou as suas Virtudes Heróicas: castidade, obediência, fé, pobreza, esperança, caridade, fortaleza, prudência, temperança, justiça e humildade.

Em 14 de outubro de 2011 o Milagre foi reconhecido. A comissão médica da Congregação das Causas dos Santos analisou o milagre ocorrido por intercessão da Venerável Nhá Chica em favor da senhora Ana Lúcia. Todos os 07 médicos deram voto favorável: a cura não tem explicação científica.

O Estudo do Milagre pela comissão de Cardeais da Santa Sé aconteceu em 05 de junho de 2012. O Papa Bento XVI promulgou o Decreto da Beatificação de Nhá Chica, sendo que a cerimônia oficial aconteceu no dia 04 de maio de 2013, em Baependi. 

Na ocasião, disse o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo:

"A celebração dessa festa enriquece e perpetua o tesouro de nossa fé católica, convidando cada um a inspirar-se neste exercício de fé. É o mesmo percurso seguido pelos que ganharam a condição de patriarcas, profetas, mártires, santos, amigos de Deus, cidadãos e cidadãs com as marcas da eternidade, comprometidos com a vida e com a justiça. Esse exercício é o que, pela fé, possibilita uma importante certeza: as coisas visíveis provêm daquilo que não se vê. 

Nhá Chica ofereceu seus sacrifícios sem lamúrias e os converteu em oferendas agradáveis que se transformam em frutos de bem. Sua simplicidade é transformada em sabedoria porque, como registra o referido capítulo da Carta aos Hebreus, permite a compreensão de que sem a fé é impossível agradar a Deus. Quem Dele se aproxima deve crer que Ele existe e recompensa os que o procuram. 

Na estatura simples de Nhá Chica, sua experiência de fé tracejou como em Noé “o levar a sério” a promessa divina, a obediência amorosa que impulsionou Abraão fazendo-o partir confiante para uma terra que deveria receber como herança. Nela, pobre sem letras e sem poder, como em Sara, a estéril, é manifestada a força do amor de Deus por uma admirável capacidade de fazer o bem em vida e depois da morte.

Pela fé, Jacó se prostrou em adoração e Nhá Chica viveu adorando, especialmente às sextas-feiras, tocada pelos sofrimentos redentores de seu Senhor. 

Pela fé, José relembrou, já no fim da vida, do êxodo dos filhos de Israel e Nhá Chica continua lembrando-se de todos nós. 

Também pelo caminho da fé, Moisés preferiu ser maltratado com o povo de Deus e Nhá Chica escolheu ser conselheira e protetora daqueles que são desafiados pelos sofrimentos. Sua beatificação ensina a todos nós que a fé é o tesouro maior"

Ó Nhá Chica,
intercede por nós.
Ao teu Senhor fieis queremos ser
para contigo sempre repetir:
"Isto acontece porque rezo com fé"
(Hino a Nhá Chica)

LITURGIA DIARIA


10ª Semana Comum – Sábado 14/06/2014

Primeira Leitura (1Rs 19,19-21)
Leitura do Primeiro Livro dos Reis.
Naqueles dias, 19o profeta Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. 20Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: “Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei”. Elias respondeu: “Vai e volta! Pois que te fiz eu?” 21Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois levantou-se, seguiu Elias e pôs-se a seu serviço.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Responsório (Sl 15)
— O Senhor é a porção da minha herança.
— O Senhor é a porção da minha herança.
— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!”
— Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
— Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a cor­rupção.
Evangelho (Mt 5,33-37)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33“Vós ouvis­tes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

PORQUE VENERO MARIA

Venerar significa ter grande respeito, grande consideração, grande estima, querer muito bem. É diferente de adorar, que significa prestar culto a Deus, tendo-O como o ser Primeiro, Único e Eterno, origem de tudo o que existe de bom e de belo no universo. Nós católicos,adoramos única e exclusivamente a Deus; a Maria nós veneramos, admirando sua vida, imitando-a e pedindo intercessão.


01-   Venero Maria porque ela foi concebida sem o pecado original (Imaculada Conceição), pelo poder de  Deus; foi preparada pelo Espirito Santo, já em vista da resposta que, mais tarde, ela daria ao aanjo Gabriel (cf. Lc 1,38). Somente Deus é onisciente, isto é, tem conhecimento absoluto sobre todas as coisas, inclusive antes que elas aconteçam (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 269.270.490-493).
02-   Venero Maria porque ela, sendo criatura e humana como nós somos, foi capaz de entregar-se completa e inteiramente a Deus, dispondo-se a servir a Ele e à humanidade (cf. Lc 1,26-38).
03-   Venero Maria porque ela perseverou em seu ‘sim’, sendo fiel até o fim no compromisso que assumiu com Deus; nem mesmo quando ela se sentia incapaz de entender o que estava acontecendo com Jesus (cf. Mc 3,31-35; Mt 13,53-58; MC 3,20-22) deixou de acreditar no que Deus disser a ela por meio do anjo Gabriel (cf. Lc 1,30).
04-   Venero Maria porque ela, assim como se colocou a serviço de Deus, também se colocou a serviço do próximo. Atenta a quem estava perto dela (cf. Lc 1,39-45.56; Jo 2,1-12), Maria não se pesava em tomar a iniciativa, indo ao encontro para servi-lo.
05-   Venero Maria porque ela é a mãe do Filho de Deus (cf. LC 1,31-33), segunda pessoa da Santíssima Trindade. O receber o nome de Jesus - que significa ‘Deus Salva” (cf. LC 1,31;2,21) -, o filho de Maria manifesta-se  como Aquele que veio para trazer, em definitivo, a libertação do pecado e da morte (que será, com a, definitiva e gloriosa vinda, destruída - cf. AP 21,1-8).
06-   Venero Maria porque ela aceitou ser espiritualmente a ‘esposa do Espírito Santo’ (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn.484-486.721-726), deixando-se preparar por Ele, e Dele recebendo o filho, tornando-se assim ‘sacrário do Altíssimo’, mãe de Deus encarnado que subsiste na segunda pessoa da Santíssima Trindade (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn.441-445).
07-   Venero Maria porque ela amou o seu filho até o fim,enfrentando corajosamente as muitas tribulações pelas quais Ele passou, conforme predissera o profeta Isaías (cf. Is 42,1-9), sendo condenado como  um criminoso, embora inocente, à morte de cruz, do alto da qual confiou Maria ao apóstolo João, e João a Maria (cf. Jo 19,26-27) gesto no qual a Tradição vê a entrega da Igreja à Maria, e a Maria à Igreja, sendo esta representada pelo discípulo amado (cf. Jo 19,26).
08-   Venero Maria porque ela confiou na promessa de seu filho (cf. Jo 14,12-26;15,26-27;16,5-15) e junto com a Igreja nascente (cf. At 1,12-14), em oração, acolheu o envio do Espírito Santo (cf. At 2,1-13), aquele mesmo que a prepara desde a sua concepção imaculada.
09-   Venero Maria porque ela enfrentou os sofrimentos que vieram junto com a missão recebida (cf. Lc 1,34;2,7.34-35;Mt 2,13-23;Jô 19,25-27; Lc 23,55), não retrocedendo nem mesmo diante da violênci dos mercenários que, a serviço dos romanos, crucificaram Jesus (cf. Mc 15,16-37). Por amor ao filho e em obediência à missão que recebera, mostrou-se mais forte e corajosa do que os discípulos (cf. Jo 18,25-27; Mc 14,37.40.43.50).
10-   Venero Maria porque ela, seguindo a tradição religiosa do seu povo, orava com confiança a Deus. Inspirada no cântico de Ana (cf. 1Sm 2,1-10), Maria glorificou a Deus, seu Salvador e Salvador do seu povo (cf. Lc 1,46-55) e, por extensão, de toda a humanidade (cf. Mt 28,16-20; At 4,11-12; Ef 2,14).
11-   Venero Maria porque ela assumiu José (cf. Lc 1,26-27), seu esposo, a educação do menino Jesus, instruindo-O na lei e nos profetas, transmitindo  a Ele as riquezas de seu povo, Israel.
12-   Venero Maria porque, tendo sido mestra do menino Jesus, tronou-se sua discípula ao acolher, como muitos outros, a boa Nova do amor e da salvação. Ela somou aos conhecimentos antigos, novos conhecimentos (cf. Mt 13,52).
13-   Venero Maria porque ela é modelo de fidelidade a Deus. Tendo-se comprometido com Ele (cf. LC 1,38), foi fiel em tudo, a ponto de manter-se em silêncio (cf. Lc 2,51b) diante dos mistérios da vida de seu próprio filho (cf. Bento XVI, Spe Salvi, nn.49-50).
14-   Venero Maria porque nela a pureza encontrou a sua morada. Ela é bem aventurada (cf. Mt 5,8); o Senhor a cumulou de maravilhas (cf. Lc 1,48b-49) desde a sua concepção, preservando-a virgem mesmo na maternidade (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 496-507).
15-   Venero Maria porque ela é modelo de quem vive a fé, acreditando e entregando-se a Deus sem reservas (cf. Lc 1,26-38). Não é uma fé infantil, mas madura, que passa pela razão e pelo questionamento (cf. Lc 1,34), para então acolher a vontade de Deus sem vacilar.
16-   Venero Maria porque ela é intercessora (cf. Jo 2,3), a quem recorremos constantemente, certoa de que ela leva a seu filho Jesus, o único mediador, todas as preces que a ela confiamos.
17-   Venero Maria porque ela sempre aponta para seu filho, e não para si, pedindo que façamos o que Ele pediu (cf. Jo 2,5) e imitando-a na fidelidade o Deus Salvador (cf. CNBB, Sou católico: Vivo a minha fé, 2007,PP.85-89).
18-   Venero Maria porque ela está no centro da História da Salvação, enquanto mãe do Salvador. Ela está no centro, mas não é o centro: este é o seu filho, Jesus, em quem Deus nos dá Vida (cf. Ef 1,3-14).
19-   Venero Maria porque ela nos atendeu, chegando antes na Casa do Pai. “A Assunção da Virgem Maria é uma participação singular na Ressurreição de seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos” (Catecismo da Igreja Católica, n.966).
20-   Concluindo: Maria não coloca-se a si mesmo no centro, mas dá “espaço ao Deus que encontra tanto na oração como no serviço ao próximo - só então o mundo se torna bom. Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-se grande a si mesma, mas engrandecer a Deus. Ela é humilde; não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor. Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma sua obra, mas apenas colocando-se totalmente à disposição das iniciativas de Deus” (Bento XVI, Deus caritas est, n.41).

Padre Cristovam Lubel 
(Editora Pão e Vinho)

SANTO DO DIA


Santo Antônio, doutor da Igreja

Santo AntônioNeste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.
Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.
Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do “Pobre de Assis”, o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.
Santo Antônio, rogai por nós!