quarta-feira, 13 de março de 2013

Primeiro dia do conclave terá apenas uma votação





Com a missa 'Pro Eligendo Pontifice', abriu-se, nesta terça-feira, 12, o conclave para a eleição do novo Papa. Desde as 7hs (3hs de Brasília), os 115 cardeais eleitores começaram a se acomodar na Casa Santa Marta, dentro do Vaticano, onde ficarão hospedados durante toda a duração das votações. Cada um terá seu quarto, sendo que os aposentos foram definidos por sorteio.

No primeiro dia de conclave, está prevista apenas uma votação. Segundo a sala de imprensa da Santa Sé, os cardeais devem seguir às 15:45hs (11:45hs no horário de Brasília) para o Palácio Apostólico. Depois, às 16:20hs (12:20hs em Brasília), seguem em procissão da Capela Paulina para a Capela Sistina.

Os cardeais entram na capela, ocupam seus lugares e fazem o juramento previsto na Constituição Apostólica. O cardeal Giovanni Batista Re, decano do conclave (por ser o mais idoso dos cardeais-bispos) fará uma introdução em latim. Depois, cada um dos cardeais vai ao centro da capela e, com a mão sobre o Evangelho, profere o juramento também em latim.

Então, a capela é fechada pelo mestre das celebrações pontifícias, monsenhor Guido Marini, o qual intima 'Extra omnes'. Antes que todos os que não participam do conclave deixem a Capela Sistina, o cardeal Prosper Grech, 87 anos, maltês, propõe a última meditação aos cardeais eleitores. Em seguida, começam as votações.

O cronograma prevê que o processo termine às 19:15hs (15:15hs em Brasília), e que os cardeais retornem para a Casa Santa Marta às 19:30hs (15:30hs em Brasília). Às 20hs (16hs em Brasília), será servido o jantar.

O diretor da sala de imprensa, padre Federico Lombardi, disse que "dificilmente" o nome do novo Papa deve ser conhecido na primeira votação, nesta tarde.

A partir de quarta-feira, 13, serão feitas duas votações pela manhã e duas à tarde, até um dos candidatos receber dois terços dos votos. As cédulas serão queimadas apenas uma vez por período e a previsão é que a fumaça seja expelida pela chaminé da Capela Sistina às 12hs e às 19hs (8hs e 15hs em Brasília).

Brasileiros

Cinco cardeais brasileiros participam do conclave: o cardeal Arcebispo emérito de São Paulo, dom Cláudio Hummes, 78 anos; o prefeito emérito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada, dom João Braz de Aviz, 65; o cardeal Arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, 63; o cardeal arcebispo emérito de Salvador, dom Geraldo Majella Agnelo e o arcebispo de Aparecida e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno Assis.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: L'Osservatore Romano

Começa o conclave que elege 266º Papa


Às 15:45hs (11:45hs, no horário de Roma), os cardeais transferiram-se do 'Domus Santae Marthae', onde estão hospedados, para o Palácio Apostólico, onde se desenvolverão os trabalhos do conclave. Às 16:30hs (12:30hs no Brasil) eles fizeram a procissão da Capela Paulina à Capela Sistina entoando a ladainha de todos os santos e o tradicional 'Veni Creator Spiritus', uma invocação ao Espírito Santo composta no século IX que também é cantada em outros momentos litúrgicos solenes. Toda a cerimônia é presidida pelo decano do conclave, cardeal Giovanni Batista Re.

Às 16:54hs (12:54hs no Brasil), os 115 cardeais eleitores fizeram um juramento, através do qual prometem votar naquele que será o melhor para a Igreja. Um trecho do referido juramento diz o seguinte: "Sobretudo, prometemos e juramos observar com a máxima fidelidade e com todos, seja clérigo ou leigo, o segredo sobre tudo aquilo que de alguma forma esteja relacionado à eleição do Sumo Pontífice (…) Não prestarei nenhum apoio ou favor de qualquer que seja a interferência, oposição ou qualquer outra forma de intervenção com a qual autoridades seculares de qualquer ordem ou grau, ou grupo de pessoas que queiram interferir na eleição do Sumo Pontífice".

Ao final do juramento, feito em grupo, cada cardeal diz: "E eu (nome), cardeal (nome), prometo, me obrigo e juro". Após este ato, é proclamado o 'Extra omnes', uma expressão latina que ordena que todos, exceto os cardeais eleitores, deixem a Capela Sistina.

Fonte: Canção Nova Notícias

Santo do dia


Santos Rodrigo e Salomão

13 de Março


Santos Rodrigo e SalomãoPertenceram ao bispado de Córdova. Rodrigo tornou-se um sacerdote muito zeloso na busca da santidade e cumprimento dos seus deveres, em um tempo onde os cristãos eram duramente perseguidos.

Seus irmãos de sangue começaram uma contenda, a qual tentou apartar. Não compreendendo tal ato, um deles o feriu, deixando-o inconsciente. Aproveitou então para difamá-lo, espalhando que o sacerdote Rodrigo tinha renunciado a fé cristã. Um escândalo foi gerado e o caluniado refugiou-se numa serra, em oração e contemplação, indo a cidade somente para buscar alimentos.

Numa dessas ocasiões, o irmão agressor resolveu denunciá-lo. Ao ser questionado pelo juiz, Rodrigo declarou: “Nasci cristão e cristão hei de morrer”.

Foi preso, e ali na cadeia conheceu outro cristão, Salomão. Ambos transformaram a cadeia num oratório, travando uma linda amizade. Ameaçados e questionados, não renunciaram a fé. Foram separados, mas permaneceram fiéis a Deus. Condenados à morte, ajoelharam-se, abraçaram o crucifixo e degolados, foram martirizados.

Santos Rodrigo e Salomão, rogai por nós!

Evangelho


(João 5,17-30)

Quarta-Feira, 13 de Março de 2013
4ª Semana da Quaresma


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. 18Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus.
19Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. 20O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados.
21Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 22De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar,23para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou.
24Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida.25Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. 26Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 27Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 28Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: 29aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação.
30Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 12 de março de 2013

Missa de abertura do conclave: "Que Deus queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Igreja"




O decano do colégio cardinalício, cardeal Angelo Sodano, presidiu na manhã desta terça-feira, 12 de março, na basílica vaticana, à missa "Pro Eligendo Pontifice" (para a eleição do Romano Pontífice).

A basílica, aberta aos fiéis, estava lotada, para invocar a ação do Espírito Santo. Em sua homilia, logo no início o cardeal Sodano renovou a gratidão de toda a Igreja ao "amado e venerado Pontífice Bento XVI". E recordou a intenção desta missa, ou seja, "implorar do Senhor que mediante a solicitude pastoral dos padres cardeais queira em breve conceder outro Bom Pastor à sua Santa Igreja".

Comentando as leituras do dia, o decano falou primeiramente sobre a mensagem de amor de Deus - mensagem que se realiza plenamente em Jesus, vindo ao mundo para tornar presente o amor do Pai pelos homens. É um amor que se faz notar particularmente no contato com o sofrimento, a injustiça, a pobreza, com todas as fragilidades do homem, tanto físicas quanto morais.

"É este amor que impele os Pastores da Igreja a realizar a sua missão de serviço aos homens de todos os tempos, do serviço caritativo mais imediato até o serviço mais alto, o serviço de oferecer aos homens a luz do Evangelho e a força da graça".

A seguir, o cardeal Sodano falou da mensagem de unidade. O apóstolo São Paulo ensina-nos que também todos nós devemos colaborar para edificar a unidade da Igreja, porque para realizá-la é necessária "a colaboração de cada conexão, segundo a energia própria de cada membro" (Ef 4,16). "Todos nós, portanto, somos chamados a cooperar com o sucessor de Pedro, fundamento visível de tal unidade eclesial".

Essa cooperação levou o decano a falar sobre a missão do Papa: a atitude fundamental de todo bom Pastor é dar a vida por suas ovelhas (cf. Jo 10,15). Isto vale, sobretudo, para o sucessor de Pedro, Pastor da Igreja universal. Porque quanto mais alto e mais universal é o ofício pastoral, tanto maior deve ser a caridade do Pastor.

No sulco deste serviço de amor pela Igreja e pela humanidade inteira, recordou, os últimos Pontífices foram artífices de muitas iniciativas benéficas também para os povos e a comunidade internacional, promovendo sem cessar a justiça e a paz. Rezemos para que o futuro Papa possa continuar esta incessante obra em nível mundial, disse o cardeal Sodano, que concluiu:

"Meus irmãos, rezemos a fim de que o Senhor nos conceda um Pontífice que realize com coração generoso tal nobre missão. É o que Lhe pedimos por intercessão de Maria Santíssima, Rainha dos Apóstolos, e de todos os Mártires e Santos que ao longo dos séculos deram glória a esta igreja de Roma".

Fonte: Rádio Vaticano

Confira algumas curiosidades do conclave durante a história


O próximo conclave, a ter início nesta terça-feira, 12 de março, será o 75º desde o ano de 1.274, ou seja, desde que foi instituído na forma como é conhecido hoje.

Em 1958 foram necessários 11 escrutínios em 4 dias, para eleger João XXIII. Em 1963, Paulo VI foi eleito no 6º escrutínio, após 3 dias de conclave. João Paulo I foi eleito em 1978 no 4º escrutínio realizado no segundo dia. No mesmo ano, João Paulo II foi eleito na 8ª votação, realizada no terceiro dia.

Bento XVI foi eleito em 2005, no 4º escrutínio, em 36 horas de conclave. Um conclave tão breve teve lugar em 1939, quando Pio XII foi eleito no 3º escrutínio.

Os dados a seguir indicam o tempo transcorrido entre a visualização da fumaça branca e o momento em que o novo Papa aparece no balcão central da basílica de São Pedro:

• Pio XII: fumaça branca às 17:25hs e se apresentou no balcão 42 minutos após, às 18:07hs.
• João XXIII: fumaça branca às 17:08hs e se apresentou após 55 minutos, às 18:03hs.
• Paulo VI: fumaça branca às 11:27hs e aparece no balcão 45 minutos depois, às 12:12hs.
• João Paulo I: fumaça branca às 18:25hs e se apresentou após 55 minutos, às 19:30hs.
• João Paulo II: fumaça branca às 18:27hs. Às 18:42hs o cardeal protodiácono Pericle Felici faz o anúncio. Às 19:20hs o novo Papa aparece para a bênção.
• Bento XVI: fumaça branca às 17:52hs. Sinos tocam às 18:05hs. O cardeal protodiácono Jorge Medina Estevez faz o anúncio do 'Habemus Papam' às 18:45hs e às 18:48hs o Papa aparece no balcão para saudar a multidão.

Abaixo, os pontificados mais longos da história da Igreja:

• Pedro: de 33 a 64/67: 31 ou 34 anos.
• Pio IX: de 16 junho de 1846 a 7 fevereiro de 1878: 31 anos, 7 meses e 22 dias.
• João Paulo II: de16 outubro de 1978 a 2 de abril de 2005: 26 anos, 5 meses e 18 dias.
• Leão XIII: de 20 fevereiro de 1878 a 20 julho de 1903: 25 anos, 4 meses e 29 dias.
• Pio VI: de 22 fevereiro de 1775 a 29 agosto de 1799: 24 anos, 6 meses e 6 dias.
• Adriano I: de 772 a 795: 23 anos, 10 meses e 25 dias.
• Pio VII: de 1800 a 1823: 23 anos, 5 meses e 6 dias.
• Alessandro: de 1159 a 1181: 21 anos, 11 meses e 2 dias.

Os pontificados mais breves:

• Urbano VII: 15 setembro à 27 setembro de 1590: 13 dias.
• Bonifacio VI: 10 abril à 26 abril de 896: 16 dias.
• Celestino IV: 25 outubro à 10 novembro de 1241: 17 dias.
• Sisinnio: 15 janeiro à 4 fevereiro de 708: 21 dias.
• Teodoro II: dezembro 897: 21 dias.
• Marcello II: 10 abril à 1 maio de 1555: 22 dias.
• Damaso II: 17 julho à 9 agosto de 1048: 24 dias.
• Pio III: 22 setembro à 18 de outubro 1503: 27 dias.
• Leão XI: 1 abril à 27 abril de 1605: 27 dias.
• Bento V: 22 maio à 23 junho de 964: 33 dias.
• João Paulo I: 26 agosto à 28 setembro de 1978: 34 dias.

Fonte: Rádio Vaticano

Dom Odilo Scherer preside missa em sua Igreja titular em Roma



Neste domingo, 10 de março, os cardeais presentes em Roma para os trabalhos do conclave celebraram a eucaristia nas Igrejas do qual são titulares. Às 10:30hs desta manhã (horário de Roma), o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, presidiu a missa em sua Igreja titular, a de Santo André no bairro do Quirinal.

Além da comunidade italiana, muitos brasileiros estiveram presentes na celebração, como o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Almir Franco de Sá, e o fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo.

"Nossa, quantos jornalistas querendo participar da missa", brincou o cardeal referindo-se ao batalhão de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas de todas as partes do mundo presentes na Igreja.

Homilia

Em sua homilia, dom Odilo recordou a importância da reconciliação com Deus, tema deste quarto domingo da quaresma. "Reconciliação é reconstituir o que foi rasgado pelo pegado. Conversão é mudar o rumo da nossa estrada, mas é também construir, fazer tudo novo", disse dom Odilo.

"A liturgia deste domingo vai nos recordar que conversão é voltar-se para Deus, aderir novamente ao Seu chamado. Deus, no Antigo Testamento, usou dos profetas para dizer ao povo: 'Voltai-vos novamente para o Senhor'. Este apelo de Deus ainda é forte nos nossos tempos, que vive como se Deus não existisse", recordou dom Odilo

Fazendo alusão ao Evangelho deste domingo, que tem a parábola do filho pródigo como ponto central, o cardeal salientou Deus não nos espera com um 'chicote' na mão, pelo contrário, espera-nos com os sinais do perdão e da dignidade. "Deus faz festa com o nosso retorno. Ele nos devolve a dignidade, nos reveste com vestes novas, anel e sandálias nos pés", salientou o cardeal.

"O filho mais velho naõ entra na festa, se acha perfeito, que não tem pecado. Este filho representa aqueles que acham que não tem pecado, que não precisam de reconciliação, que está tudo bem. Deus vai ao encontro destes também. A humanidade tem necessidade de voltar-se para Deus", concluiu dom Odilo.

Ao final da celebração, o cardeal agradeceu a todos e pediu orações pelo conclave. Antes da bênção final, o cardeal acolheu um casal de idosos que celebrava 70 anos de vida matrimonial. Muito simpático e descontraído, dom Odilo perguntou ao casal o segredo para uma vida a dois tão longa, e ainda brincou: "quando vocês se casaram eu nem era nascido", arrancando risos e aplausos da assembleia.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: Clarissa Oliveira